• Veronica Machado

Pra que serve Pesquisa Histórica?

Digo sempre que levo a história para passear no mercado, na vida pública, dando-lhe a chance de se tornar protagonista em um filme, uma série, uma novela, um romance ou coadjuvante em projetos de restauração de prédios tombados pelo patrimônio histórico.



Antes de mais nada é preciso pensar sobre o significado do verbo “servir”.

Premissa de todo historiador é sempre pensar no antes da resposta, naquilo que precede o sentido, a dúvida, a questão em si. Quem, o quê, para quê e como pergunta. Por isso nós, historiadores, somos seres inquietos, curiosos, racionais e intensos, gostamos de explicar tudo até mesmo quando se trata de uma simples pergunta. Aliás, para nós, não existe simples nem natural. Tudo, absolutamente, tudo é construção, narração, reflexão e análise sobre o que aconteceu no passado.


Voltamos ao verbo. Certa vez, assisti uma palestra sobre Marketing de Serviços e ouvi uma excelente reflexão sobre como o verbo servir é mal interpretado no Brasil e, em particular, no Rio de Janeiro. Para o carioca, de modo geral, servir o outro tem relação direta com submissão, servilismo, de modo que o coloca numa posição hierárquica inferior àquele servido. O palestrante atribui essa significação a um traço presente no imaginário coletivo desde o período da escravidão quando servir o outro era uma obrigação, algo inferior, de menos valia. Muitas vezes este sentimento é tão subliminar que a pessoa nem se dá conta que sente, porém, ao servir o outro age de forma agressiva ou defensiva, criando assim o que conhecemos muito bem como o péssimo atendimento no setor de serviços.


Não foi à toa que escolhi o verbo servir para dar um sentido comercial à pesquisa histórica para diferentes fins de mercado tais como patrimônio material, editoras, audiovisual, artes, empresas, educação, museus etc. Servir o outro, para mim, sempre significou satisfação, empatia, gratidão, confiança, responsabilidade com a entrega de qualidade em cada etapa na jornada do atendimento.


Então, para que serve a pesquisa histórica?

Digo sempre que levo a história para passear no mercado, na vida pública, dando-lhe a chance de se tornar protagonista em um filme, uma série, uma novela, um romance ou coadjuvante em projetos de restauração de prédios tombados pelo patrimônio histórico.

Pode ser também pano de fundo para uma peça teatral, introdução de uma exposição de arte, prefácio de livro ou qualquer projeto de cultura que a sua imaginação permitir.


E ainda, pode ajudar você a construir sua história pessoal contextualizando cada período da vida familiar, deixando sua memória escrita e guardada como legado para futuras gerações.

Essa tem sido minha vida de historiadora e empreendedora, por dez anos venho unindo âmbitos tão diferentes e apresentando a diversos públicos novas formas de apreender histórias (sempre no plural).

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